Pegada de Carbono de Projeto
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A pegada de carbono de um projeto é a quantificação de todas as emissões de gases com efeito de estufa associadas a uma obra ao longo do seu ciclo de vida, expressa em toneladas de CO₂ equivalente.
A Kiwa calcula a pegada de carbono de projetos de construção e de engenharia civil com base na Avaliação do Ciclo de Vida, seguindo as normas europeias EN 15804, EN 15978 e EN 17472, e entrega-lhe os resultados prontos a usar em concursos, licenciamento, financiamento e reporte de sustentabilidade.
Saiba qual é a pegada de carbono do seu projeto
Envie-nos os elementos do projeto e receba uma proposta com prazo e âmbito definidos. Trabalhamos em qualquer fase — anteprojeto, projeto de execução ou obra em curso.
O que é a pegada de carbono de um projeto de construção?
A pegada de carbono de um projeto mede o impacto climático da obra do berço ao túmulo: desde a extração das matérias-primas até à demolição e ao destino final dos materiais.
O cálculo assenta na Avaliação do Ciclo de Vida (ACV, ou LCA na sigla inglesa) e segue a estrutura modular definida pelas normas europeias:
- EN 15804 — regras para a declaração ambiental de produtos de construção;
- EN 15978 — método de avaliação do desempenho ambiental de edifícios;
- EN 17472:2022 — adaptação desta abordagem às obras de engenharia civil, como pontes, estradas, redes de água ou infraestruturas de energia.
O indicador central é o Potencial de Aquecimento Global (GWP — Global Warming Potential), expresso em quilogramas ou toneladas de CO₂ equivalente (CO₂e). Esta unidade permite somar numa única métrica gases diferentes, do dióxido de carbono ao metano.
Convém distinguir dois conceitos que aparecem sempre juntos:
- Carbono incorporado — as emissões dos materiais, do transporte, da construção e do fim de vida. É a parte que se decide no projeto e que deixa de ser possível alterar depois de construída.
- Carbono operacional — as emissões da utilização da infraestrutura ao longo dos anos, sobretudo energia.
Num projeto de engenharia civil, o carbono incorporado representa habitualmente a fatia decisiva — e é aquela onde as escolhas de projeto têm mais influência.
De boa prática a critério de decisão
O carbono deixou de ser um tema reputacional para passar a ser um critério de acesso. Cadernos de encargos com critérios de carbono, exigências de financiadores, a Taxonomia da UE, a diretiva CSRD e os objetivos de neutralidade climática do Pacto Ecológico Europeu convergem no mesmo ponto: quem não quantifica as emissões do projeto fica de fora, ou fica em desvantagem.
Quantificar cedo dá-lhe duas coisas que só existem na fase de projeto: capacidade de comparar alternativas enquanto ainda são alternativas, e um argumento documentado para apresentar a quem decide.
Como calculamos a pegada de carbono do seu projeto
O processo desenrola-se em cinco fases. Adaptamo-lo à fase em que o projeto se encontra e à informação disponível.
Definição do âmbito e dos objetivos
Estabelecemos as fronteiras do sistema, a unidade funcional, o período de referência e os módulos do ciclo de vida a incluir. É aqui que se define para que serve o cálculo — concurso, licenciamento, financiamento ou reporte — porque isso condiciona tudo o resto.
Recolha de dados do projeto
Reunimos mapas de quantidades, memórias descritivas, soluções construtivas, distâncias de transporte, consumos energéticos de estaleiro e equipamentos previstos. Indicamos exatamente o que precisamos e em que formato.
Modelação e cálculo
Modelamos o projeto em software de ACV reconhecido, aplicando fatores de emissão atualizados e bases de dados internacionais. Os resultados são organizados pelos módulos definidos na norma.
Análise de resultados e pontos críticos
Identificamos os elementos que mais pesam na pegada — normalmente um número reduzido de materiais e processos — e testamos cenários alternativos para quantificar o efeito de cada opção.
Relatório e apresentação
Entregamos um relatório com metodologia, pressupostos, resultados por módulo e conclusões, pronto a integrar em processos de concurso, licenciamento ou financiamento. Apresentamo-lo à equipa de projeto.
Que fases do ciclo de vida são consideradas?
As normas europeias organizam as emissões em módulos. Esta estrutura é o que permite comparar projetos entre si e responder de forma consistente a diferentes exigências — porque nem todos os pedidos abrangem os mesmos módulos.
|
Módulos |
Fase |
O que inclui |
|
A1–A3 |
Produção |
Extração de matérias-primas, transporte para fábrica e fabrico dos produtos de construção |
|
A4–A5 |
Construção |
Transporte para a obra e processo construtivo, incluindo consumos de estaleiro e desperdícios |
|
B1–B7 |
Utilização |
Utilização, manutenção, reparação, substituição, reabilitação e consumos de energia e água |
|
C1–C4 |
Fim de vida |
Desconstrução, transporte, processamento de resíduos e deposição final |
|
D |
Além-fronteiras |
Benefícios e cargas para além do sistema: reutilização, reciclagem e valorização energética |
Nem todos os projetos exigem o cálculo completo. Um concurso pode pedir apenas A1–A5 — o chamado carbono inicial (upfront carbon) — enquanto uma análise de financiamento tende a exigir o ciclo de vida completo. Definimos consigo o âmbito adequado logo na primeira fase, para que o resultado sirva o propósito a que se destina.
O que recebe
Cada projeto termina com um conjunto de entregáveis desenhado para ser usado, não para ficar em arquivo.
Relatório de pegada de carbono
Metodologia, pressupostos, fontes de dados e resultados quantificados por módulo do ciclo de vida, em CO₂ equivalente.Análise de pontos críticos e Comparação de cenários
Identificação dos materiais, processos e fases que mais contribuem para a pegada — onde vale a pena atuar. Quantificação do impacto de soluções construtivas alternativas, para apoiar decisões ainda em fase de projeto.Dados prontos para reporte
Resultados estruturados para integrar em candidaturas, concursos, Taxonomia da UE, CSRD e sistemas de certificação de edifícios.Que software utilizamos?
Utilizamos as ferramentas One Click LCA e R<THiNK, plataformas de Avaliação do Ciclo de Vida reconhecidas internacionalmente.
Em projetos de engenharia de elevada complexidade, o cálculo em software traz vantagens que o cálculo manual não consegue igualar:
- Integração automática de dados de materiais, consumos energéticos, transporte, equipamentos e processos construtivos;
- Fatores de emissão atualizados e metodologias reconhecidas internacionalmente, com bases de dados mantidas de forma contínua;
- Robustez e rastreabilidade dos dados utilizados, o que sustenta o relatório perante terceiros;
- Atualização rápida dos resultados sempre que o projeto é alterado — e num projeto de engenharia, é sempre.
Este último ponto costuma ser o mais valorizado pelas equipas de projeto: permite testar variantes durante o desenvolvimento, em vez de esperar pela versão final para saber qual é o resultado.
Saiba mais sobre a nossa Avaliação do Ciclo de Vida (ACV).
Porquê a Kiwa
Somos uma organização independente de inspeção, certificação e ensaios, com equipas técnicas em Portugal e presença em mais de 50 países.
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Fale com a nossa equipa de sustentabilidade. Analisamos os elementos do projeto e apresentamos uma proposta com âmbito, prazo e entregáveis definidos.
Já sabe quanto emite. E agora?
Medir é o primeiro passo, não o objetivo. O valor aparece quando os resultados se transformam em decisões: que materiais substituir, que soluções construtivas rever, que metas assumir e como demonstrá-las a quem financia.
É isso que fazemos no Plano de Descarbonização — incluindo, quando aplicável, o alinhamento com o PATH Framework do Banco Europeu de Investimento.
Perguntas frequentes
Respostas às questões que mais nos colocam sobre o cálculo da pegada de carbono de projetos.
Qual é a diferença entre pegada de carbono de projeto, de produto e corporativa?
A pegada de carbono de projeto quantifica as emissões de uma obra específica ao longo do seu ciclo de vida. A pegada de produto mede as emissões de um artigo fabricado, unidade a unidade. A pegada corporativa mede as emissões de uma organização inteira num dado ano. São três âmbitos diferentes e complementares — e muitas empresas de construção precisam dos três.
Em que fase do projeto se deve fazer o cálculo?
Quanto mais cedo, mais útil. Em fase de anteprojeto o cálculo tem menos precisão mas muito mais capacidade de influenciar decisões, porque as soluções construtivas ainda estão em aberto. Em projeto de execução o resultado é mais rigoroso e serve para concursos, licenciamento e financiamento. O ideal é calcular nas duas fases.
O que é o carbono incorporado?
O carbono incorporado é o conjunto das emissões associadas aos materiais, ao transporte, à construção e ao fim de vida de uma infraestrutura — tudo menos a energia consumida durante a utilização. É a parte da pegada que fica determinada pelas decisões de projeto e que já não se consegue alterar depois da obra construída.
Que informação preciso de reunir para começar?
Tipicamente: mapas de quantidades, memórias descritivas, peças desenhadas, soluções construtivas previstas, distâncias de transporte e estimativas de consumos de estaleiro. Se algum destes elementos não existir ainda, trabalhamos com pressupostos documentados e revemos os resultados quando a informação estiver disponível.
O cálculo serve para concursos públicos e candidaturas a financiamento?
Sim. O relatório é elaborado segundo as normas europeias aplicáveis e apresenta a metodologia, os pressupostos e os resultados por módulo do ciclo de vida, o que é o formato esperado por entidades adjudicantes e financiadoras. O âmbito é definido no início em função do destino do relatório.
Que software utilizam?
Utilizamos o One Click LCA e o R<THiNK, plataformas de Avaliação do Ciclo de Vida reconhecidas internacionalmente, com bases de dados de fatores de emissão mantidas de forma contínua. O software permite ainda recalcular rapidamente sempre que o projeto é alterado.
Quanto tempo demora?
O prazo depende da dimensão e da complexidade do projeto e da qualidade da informação disponível. Indicamos um prazo firme na proposta, depois de analisarmos os elementos do projeto.
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