Plano de Descarbonização de Projetos

Plano de Descarbonização

Transforme os dados de emissões do seu projeto num plano de redução com metas, medidas e indicadores.

Receber um orçamento adaptado às suas necessidades

Um plano de descarbonização é um documento que define como um projeto ou uma organização vai reduzir as suas emissões de gases com efeito de estufa ao longo do tempo, com metas quantificadas, medidas concretas e indicadores de acompanhamento. A Kiwa elabora planos de descarbonização para projetos de construção e infraestruturas, quantificando as emissões da fase de construção, identificando oportunidades de redução de carbono incorporado e operacional, e demonstrando o contributo do projeto para os objetivos de neutralidade climática da União Europeia. Quando o projeto é financiado pelo Banco Europeu de Investimento, desenvolvemos o plano em conformidade com os princípios do PATH Framework.

Precisa de um plano de descarbonização?

  Diga-nos em que fase está o projeto e qual a exigência que tem de cumprir. Apresentamos uma proposta com âmbito, metodologia e prazo.  

O que é um plano de descarbonização?

Um plano de descarbonização responde a três perguntas, por esta ordem:

  1. Quanto emitimos hoje, e onde? — a linha de base, quantificada e repartida por origem.
  2. Para onde queremos ir, e até quando? — metas de redução com horizonte temporal definido.
  3. Como lá chegamos? — medidas concretas, responsáveis, custos estimados e indicadores de acompanhamento.

Sem a primeira pergunta respondida com rigor, as outras duas são declarações de intenção. É por isso que o plano assenta sempre numa quantificação de emissões — no caso de um projeto de construção, na pegada de carbono do projeto.

No contexto de um projeto de engenharia civil, o plano abrange:

  • a quantificação e gestão das emissões da fase de construção;
  • a identificação de oportunidades de redução de carbono incorporado — materiais, soluções construtivas, logística, processos de obra;
  • a identificação de oportunidades de redução de carbono operacional — eficiência energética, fontes de energia, manutenção;
  • demonstração do contributo do projeto para os objetivos de neutralidade climática da União Europeia.  
Financiamento

O PATH Framework do Banco Europeu de Investimento

O PATH Framework (Paris Alignment of Counterparties) é o referencial que o Grupo Banco Europeu de Investimento utiliza para avaliar o alinhamento das entidades financiadas com os objetivos do Acordo de Paris. Serve para assegurar que os investimentos apoiados contribuem para uma trajetória compatível com a neutralidade carbónica e com a resiliência climática.

Há aqui um ponto que costuma apanhar as empresas de surpresa: o BEI não avalia apenas o desempenho climático do projeto. Avalia também a forma como a entidade promotora integra a transição climática na sua estratégia empresarial e operacional. Ou seja, o projeto pode estar bem e a candidatura ficar comprometida pela ausência de um plano ao nível da organização.

Desenvolvemos o plano de descarbonização em conformidade com os princípios do PATH Framework, articulando os dois níveis — o do projeto e o da entidade promotora.

Documentação de financiamento de projeto de infraestrutura com critérios climáticos

O que o plano inclui

Um documento que serve para decidir e para apresentar — a financiadores, a entidades adjudicantes e à administração.

Linha de base de emissões

Quantificação das emissões do projeto e, quando aplicável, da entidade promotora, com metodologia documentada.

Metas de redução

Metas quantificadas com horizonte temporal, coerentes com as trajetórias de neutralidade climática.

Plano de ação

Medidas concretas com responsáveis, calendário, estimativa de impacto e custo indicativo.

Alinhamento com referenciais

Articulação com o PATH Framework do BEI, a Taxonomia da UE e as obrigações de reporte aplicáveis.

Indicadores de acompanhamento

Definição do que se mede, com que frequência e como se reporta o progresso.

Como construímos o plano

Seis fases, do diagnóstico ao acompanhamento. O âmbito é ajustado ao projeto e à exigência que tem de cumprir.

    Diagnóstico e linha de base

    Quantificamos as emissões associadas ao projeto e, quando aplicável, à atividade da entidade promotora. Sem uma linha de base sólida, não há plano credível.

    Enquadramento de requisitos

    Identificamos o que o projeto tem de cumprir: exigências de financiadores, PATH Framework, Taxonomia da UE, CSRD, cadernos de encargos ou compromissos assumidos publicamente.

    Identificação de oportunidades de redução

    Analisamos onde estão os pontos críticos da pegada e que alternativas existem — materiais, soluções construtivas, logística, energia de estaleiro, fase de utilização.

    Definição de metas e trajetória

    Estabelecemos metas de redução com horizonte temporal, coerentes com a trajetória de neutralidade carbónica e com o que é tecnicamente exequível no projeto.

    Plano de ação

    Traduzimos as metas em medidas concretas, com responsáveis, calendário, estimativa de impacto em CO₂e e indicadores de acompanhamento.

    Monitorização e revisão

    Definimos como o progresso é medido e reportado, e revemos o plano quando o projeto ou o enquadramento regulamentar mudam.

Onde se reduzem realmente as emissões de um projeto?

Em quase todos os projetos de construção, uma parte reduzida de materiais e processos concentra a maior parte das emissões. É aí que o plano tem de atuar — e é isso que a análise de pontos críticos identifica.

As alavancas mais frequentes:

  • Escolha de materiais. Betão, aço e cimento dominam habitualmente a pegada de uma obra de engenharia civil. Alternativas com menor teor de carbono, cimentos com adições ou aço com maior conteúdo reciclado produzem reduções mensuráveis.
  • Otimização de quantidades. Rever secções, vãos e sobredimensionamentos. Menos material é menos carbono, e normalmente menos custo.
  • Logística. Distâncias de transporte, fornecedores locais, otimização de cargas.
  • Estaleiro e processos construtivos. Energia de estaleiro, equipamentos, gestão de resíduos e desperdício de materiais.
  • Durabilidade e fim de vida. Soluções que prolongam a vida útil ou que permitem desconstrução e reutilização reduzem os módulos B, C e D.
  • Fase de utilização. Em infraestruturas com consumos energéticos relevantes, a eficiência operacional pode pesar mais do que todo o carbono incorporado.

A ordem certa é sempre a mesma: reduzir primeiro, compensar só no fim — e apenas para o que não é tecnicamente evitável.

Porquê a Kiwa

Medição e plano no mesmo interlocutor

Quantificamos as emissões e construímos o plano a partir dos mesmos dados. Sem transferências de informação entre consultores, sem metodologias que não encaixam.

Enquadramento de financiamento

Conhecemos as exigências do PATH Framework do BEI e a lógica de avaliação de alinhamento com o Acordo de Paris.

Realismo técnico

As medidas propostas são exequíveis em obra. Um plano que a equipa de projeto não consegue executar não reduz emissões nenhumas.

Independência

Como terceira parte independente, o plano tem credibilidade perante financiadores e entidades públicas.

Continuidade

Acompanhamos a execução e a revisão do plano ao longo do ciclo do projeto.
Especialista a calcular a pegada de carbono de um projeto de construção em software de avaliação do ciclo de vida
Primeiro passo

Ainda não quantificou as emissões do projeto?

Um plano de descarbonização sem linha de base é uma lista de boas intenções. O ponto de partida é sempre a quantificação das emissões do projeto ao longo do ciclo de vida, segundo as normas europeias.

Se ainda não fez este cálculo, começamos por aí — e o plano resulta naturalmente dos pontos críticos identificados.

Contacto

Vamos construir o plano do seu projeto

  Fale com a nossa equipa de sustentabilidade. Analisamos o enquadramento do projeto e as exigências que tem de cumprir, e apresentamos uma proposta.  

Fale com um especialista

Serviços relacionados

Certificação, Consultoria

Kiwa Carbon Neutrality 360º | Neutralidade Carbónica

Acelere a descarbonização da sua organização com o serviço especializado Kiwa Carbon Neutrality 360º. Oferecemos apoio técnico modular ou integrado: da medição da pegada de carbono à verificação acreditada UKAS (ISO 14068-1). Implemente estratégias de carbono zero, reduza as suas emissões de GEE e garanta a conformidade com a CSRD através de uma solução com total credibilidade técnica.

Pegada de Carbono

O cálculo da Pegada de Carbono tornou-se essencial na gestão estratégica das empresas, tanto a nível de produto como corporativo. Com base em normas técnicas, metodologias reconhecidas e ferramentas digitais, é possível avançar de forma consistente rumo à descarbonização. As empresas que adotam uma postura proativa destacam-se no mercado, cumprem requisitos legais e aproveitam oportunidades ligadas à sustentabilidade.

Pegada de Carbono Corporativa

A Pegada de Carbono Corporativa mede as emissões de uma empresa em três âmbitos, segundo normas como o GHG Protocol e a ISO 14064.

Perguntas frequentes

Qual é a diferença entre calcular a pegada de carbono e ter um plano de descarbonização?

O cálculo da pegada de carbono diz-lhe quanto emite e onde. O plano de descarbonização diz-lhe o que fazer com essa informação: que metas assumir, que medidas aplicar, em que prazo e como medir o progresso. São serviços sequenciais — o cálculo é a base do plano.

O que é o PATH Framework do BEI?

O PATH Framework (Paris Alignment of Counterparties) é o referencial que o Grupo Banco Europeu de Investimento usa para avaliar se as entidades que financia estão alinhadas com os objetivos do Acordo de Paris. Avalia tanto o desempenho climático do projeto como a forma como a entidade promotora integra a transição climática na sua estratégia empresarial e operacional.

Quem precisa de um plano de descarbonização?

Sobretudo entidades com projetos financiados por bancos de desenvolvimento como o BEI, empresas que concorrem a concursos com critérios de carbono, organizações abrangidas por obrigações de reporte de sustentabilidade e promotores que assumiram compromissos públicos de neutralidade carbónica.

O plano aplica-se ao projeto ou à empresa?

Pode aplicar-se aos dois, e no contexto do PATH Framework é frequentemente necessário abranger ambos. Definimos o âmbito consigo em função da exigência concreta que tem de cumprir.

Que medidas costumam ter mais impacto?

Nos projetos de engenharia civil, tipicamente a escolha de materiais com menor teor de carbono — sobretudo betão, cimento e aço — e a otimização de quantidades. A análise de pontos críticos do projeto específico é que determina a prioridade real, porque varia bastante com o tipo de obra.

O plano inclui compensação de emissões?

A compensação entra apenas no fim, e só para as emissões que não é tecnicamente possível evitar ou reduzir. A prioridade metodológica é sempre reduzir na origem. Se a compensação for pertinente, enquadramo-la no âmbito do Kiwa Carbon Neutrality 360º